Introdução


INTRODUÇÃO

“A maior sociedade de comerciantes do Universo.”

– autodescrição da East India Company, 1600-1708

Durante os séculos em que a humanidade estava limitada a um único planeta, as corporações naturalmente estavam limitadas em tamanho e influência, como peixes em um aquário. Com acesso a uma quantidade finita de recursos naturais, e uma arena relativamente pequena para competição, as corporações não conseguiam atingir seu hipotético potencial máximo.

Mas, com a chegada da viagem interestelar, o aquário se tornou um oceano. As corporações conseguiam acessar e explorar planetas inteiros atrás de seus recursos minerais, e uma população
em expansão, colonizando ansiosamente sistema após sistema, representava uma base de clientes cada vez maior.

Para os governos da época, o potencial do crescimento corporativo era tanto empolgante quanto aterrorizante; a prosperidade comercial resultava em maiores receitas fiscais e maiores números de empregos, mas também aumentava o risco de frotas de segurança que poderiam se tornar rivais dos militares oficiais. Parecia inevitável que, com o tempo. as maiores corporações se tornariam o equivalente a estados-nação por direito próprio. Com o fim das antigas restrições, simplesmente não havia nada para impedi-las.

Atualmente essa visão se concretizou parcialmente, com diversas corporações sendo proprietárias de sistemas inteiros. Para muitos funcionários corporativos, a antiga distinção entre um lar e um local de trabalho desapareceu. Os operários de naves, refinarias e postos controlados por corporações podem esperar passar a vida inteira acolhidos pela empresa.

Apesar de sua imensa riqueza e poder, as corporações estão, até o momento, satisfeitas em operar pelas -e permanecerem sujeitas às – jurisdições da Aliança, do Império e da Federação, em vez de criarem um sério desafio para qualquer um deles. Os comentaristas Indicam dois motivos para isso.

Em primeiro lugar, as corporações prosperam se saindo bem em suas áreas escolhidas, e assumir as responsabilidades onerosas de um governo seria uma distração da missão corporativa. Em segundo lugar, considerando que as corporações já detêm muito do poder real (especialmente na Federação), elas não ganharão nada abolindo as aparências convenientes do estado. É melhor operar abaixo da superficie, criar uma aparência de conformidade e confiar no poder do dinheiro para facilitar o caminho a seguir.

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