Edmund Mahon


EDMUND MAHON

“Naturalmente, enfrentamos críticas a respeito do conflito de Lugh. Várias pessoas achavam que devíamos ter chegado aos tiros. De um lado, havia um sistema que queria ser independente, e do outro havia a Federação opressora dizendo ‘não’ a eles. As autoridades de Lugh emitiram um pedido de ajuda. E o que a Aliança fez? Nós recusamos. Isso nunca aconteceria nos holos, não é? Eu estaria liderando a frota da Aliança, eliminando a nave capital da Federação com um torpedo preciso no duto de escape!”

“Mas a vida não é como os holos. É preciso ter clareza política e legal. Quando Lugh pediu ajuda, quem exatamente estava fazendo o pedido? O povo? Beleza, entāo, qual povo? Quem contou seus votos, e como o processo foi monitorado? Essa decisão foi uma decisão embasada, ou eles foram bombardeados com propaganda? A Aliança é rigorosa, percebam. Não é possível se unir a uma associação voluntária de sistemas livres a menos que você possa oferecer provas comprováveis da liberdade de escolha, assim como não é possível firmar um contrato sem estar em pleno juízo e agindo sem coação.”

– Edmund Mahon, respondendo a uma pergunta de Jessica Braganza, parte de um grupo de escolares que visitavam a residência do primeiro-ministro Edmund Mahon é o atual primeiro-ministro da Aliança.

Oriundo de uma família de fazendeiros de milho em Birmingham, no sistema Diso, Mahon era trabalhador e astuto desde a infância, com um talento especial para a negociação – ninguém parecia ser capaz de reduzir os preços de sua colheita, e ele sempre conseguia obter algum desconto no preço das ferramentas ou máquinas de que sua família precisava. No primeiro livro de sua autobiografia, A Sombra do Silo Sete, ele atribui esse talento à pesquisa preparatória, afirmando que sempre descobria o máximo possível sobre as pessoas com quem negociaria antes de encontrar-se com elas.

Aos 18 anos, Mahon recebeu uma bolsa federal para estudar direito. Frustrado com o que considerava um desequilíbrio de poder entre as corporações e seus funcionários, Mahon pretendia especializar-se em casos de abuso corporativo. Porém, logo percebeu que a profissão jurídica não o agradava – “repleta de duplicidade, duplos sentidos e corrupção” foi sua conclusão – e mudou de curso para ciências políticas.

Após dois anos no curso e uma série de transmissões cada vez mais diretas em um canal de vídeo pessoal, onde defendia a recém-formada Aliança, os fundos da bolsa de Mahon foram cortados bruscamente. Ele havia, sem saber, violado uma cláusula que o impedia de tecer críticas públicas ao governo federal.

Relutando para voltar a sua família sem ter conseguido algo na vida, Mahon não teve escolha a não ser procurar trabalho, enquanto continuava seus estudos. O bar onde havia passado várias horas, quando estudante, aceitou contratá-lo como bartender, e ele provou ser tão competente que, após sua formatura, assumiu o cargo de gerente. Mahon afirma que foi essa experiência, e não algum idealismo nato, que o levou ao caminho de tornar- se político. Nas palavras dele: “Um bom bartender precisa saber ouvir e tratar todos como mesmo respeito, além de exigir que os outros façam o mesmo. Ele precisa ser capaz de distinguir a intenção do que é dito, encorajar a troca livre de opiniões enquanto aplica as regras de forma sensata e, se necessário, separar brigas.”

O surgimento de Mahon na política veio quando seus amigos o encorajaram a concorrer à prefeitura contra o candidato apoiado pelas corporações, Jensen Crane. A campanha de Mahon nasceu como um voto de protesto, pois esperava-se que Crane vencesse por uma maioria confortável. Porém, Mahon arrasou com Crane nos debates, conquistando o público com uma combinação de humor sarcástico e uma consciência profunda dos problemas locais que Crane não podia ter, pois vivia confortavelmente em um apartamento de altitude.

Crane foi eleito por pouca diferença, mas os apoiadores de Mahon imploraram a ele que continuasse na política. Foi assim que, com apenas 27 anos de idade, Mahon começou a trabalhar com a experiente estadista Irene Mendel, ajudando na campanha para separar o sistema de Diso da Federação e torná-lo parte da Aliança.

Quando Diso juntou-se à Aliança, em 3286, Mahon já era um parlamentarista experiente. Ele serviu como representante planetário várias vezes, antes de candidatar-se a primeiro-ministro.


Fonte: Elite Dangerous (Codex)


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