Pranav Antal


PRANAV ANTAL

“Se meus ancestrais pudessem me ver hoje, aprovariam o que eu fiz? Duvido. A iluminação deveria ser um trabalho difícil. Na teoria, está acessível a todos, mas na prática apenas aqueles que dedicam anos de suas vidas à meditação podem esperar qualquer conquista. Fazer o que fizemos – democratizar o espírito por meio da tecnologia – pareceria uma preguiça imperdoável aos meus antepassados.”

“Mas tudo deve acontecer a seu tempo. Agora, estamos a ponto de superar o maior obstáculo já enfrentado pelo progresso humano -o isolamento da consciência humana. Solidão, incompreensão, ódio – todas as formas de conflito resultam desse isolamento. Mas nossa tecnologia permite-nos realmente enxergar o mundo pelos olhos dos outros. Podemos finalmente atingir o que os místicos e sábios passaram séculos buscando e romper a fortaleza do ego individual.”

– Pranav Antal
Pranav Antal é o líder do movimento Utopia, onde é chamado pelo título honroso de “Simguru”.

Utopia é um projeto visionário com o objetivo de melhorar a ciência, a moral e a espiritualidade da humanidade com o uso da tecnologia, com foco específico em simulações ou “sims” – pensamentos, emoções e percepções digitalizados.

Pranav herdou a liderança de Utopia de seu pai, o Simguru Rishi Antal. Rishi foi o fundador de Utopia e o desenvolvedor do Sim-Archive, uma instalação que permite que os vivos presenciem as memórias digitais dos mortos. Embora atualmente seja possível vivenciar essas memórias apenas passivamente, Pranav mencionou a possibilidade de incorporá- las a uma versão simulada do indivíduo, ou “fantasma de dados”, com o qual poder-se-ia interagir, permitindo assim que as pessoas existissem além da morte.

Quando jovem, esperava-se que Pranav executasse diversas tarefas físicas, apesar da riqueza tecnológica e material disponível a sua família, e ele menciona com frequência a colheita de legumes e a reconstrução de túneis de cultivo desabados após uma tempestade. Na época, ele não via as tarefas com bons olhos, mas desde que acessou as memórias de seu falecido pai ele entende que o trabalho Ihe deu uma compreensão de como os pobres enfrentam a vida, além de lembrá-lo de que a humanidade depende do mundo material e não deve desprezá-lo.

Pranav é considerado mais voltado ao comércio do que seu pai asceta, levando seus críticos a condená-lo como um plutocrata com interesse apenas superficial nos ideias de Utopia. Seus apoiadores, ao contrário, o descrevem como uma combinação da sabedoria de seu pai com um tino comercial afiado. Seja como for, os dois lados concordam que o Utopia passou por grandes mudanças sob a liderança de Pranav.

Sua principal preocupação, além de continuar a expandir Utopia, é a Interface Acheron. Pranav alega que esse projeto permitirá que os usuários traduzam sua consciência diretamente em dados, suplantando assim as limitações da existência física. Alguns comentaristas expressaram preocupações, afirmando que o projeto aproxima-se perigosamente do desenvolvimento de inteligência artificial, que é proibido em toda a galáxia. Mas o ponto de vista de Pranav é de que um sistema que traduza a inteligência a uma nova forma, como a Interface Acheron, não é uma inteligência artificial, pois o ser humano continua no centro do processo.


Fonte: Elite Dangerous (Codex)


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