Zemina Torval


ZEMINA TORVAL

“É essencial para a estabilidade de qualquer estado que seus integrantes conheçam seus lugares, e que todos os papéis sejam considerados igualmente valiosos. Condenar um escravo é o cúmulo da estupidez. Se sua mão condenasse seu escravo apenas por ser um pé por ser um pé, desajeitado e sem graciosidade, repetidamente pressionado contra a sujeira, você deveria decepá-la na altura do pulso! Pior ainda, imagine se seus olhos exigissem que todas as outras partes do seu ser devessem ser olhos também, em nome da igualdade. Que abominação você seria, assim.”

“Mas a verdade é que a Federação e a Aliança pensam exatamente assim. Vocês percebem que eu uso uma linda joia em meu dedo. Não existe outra igual, o que significa que apenas uma pessoa pode usá-la. ‘Mas isso é injusto!’ lamenta a Federação. ‘Por que você deve ser a única a ter esse direito?” Eles me obrigariam a fazê-la em pedaços e dar uma migalha a todos. Mas, assim, essa bela joia deixaria de existir, e ninguém jamais poderia usá-la novamente.”

– Zemina Torval, discurso de inverno para as Crianças de Bitterwood, 3303

Zemina Torval é uma senadora imperial com uma imensa fortuna pessoal e um temível exército particular. Ela é uma tradicionalista sem remorso, especialmente no que tange ao uso da escravidão pelo Império. Sua riqueza advém diretamente da escravidão – ela tem participação majoritária na Mastopolos Mining, que depende de trabalho escravo – mas ela traça uma distinção entre os escravos imperiais, a quem é devido certo nível de cuidados, e a escravidão em termos gerais.

Porém, essa distinção é desprezada em outras partes da galáxia, e a Federação em especial considera-a um mero sofismo.

Torval nasceu e foi educada em Bitterwood, a mansão palacial de sua família no sistema Synteini, junto de diversos irmãos e primos, incluindo membros da dinastia Mastopolos. Entre os vários salões e arcos trabalhados de Bitterwood, ela aprendeu esgrima e jogos estratégicos, além de dominar matemática avançada, política e história galáctica. Ela aprendeu rapidamente a jogar seus parentes uns contra os outros para conseguir o que queria e o que dizer a um adulto para conseguir sua simpatia. Ela também aprendeu que planos cuidadosos, e não ações impensadas, eram a forma mais eficiente de resolver uma disputa.

Foi em Bitterwood que Torval conheceu a escrava Metropa Laish, que logo tornou-se uma figura materna, devido à carência de afeto parental de Torval. Comentaristas sugerem que a relação de Torval com Laish é o alicerce da defesa passional que a senadora faz da escravidão imperial.

Os principais interesses de Torval são a indústria e a educação. Além de patrocinar escolas em todo o espaço imperial, ela mantém uma academia particular em Bitterwood para as crianças mais promissoras do Império. O processo de seleção é rigoroso, mas meritocrático, com a escolha dos candidatos com base na capacidade e não em antecedentes. Até escravos imperiais podem candidatar-se, embora não possam se matricular enquanto ainda são escravos, então é possível haver acordos para comprar a liberdade de um candidato. Todos os anos, uma nova leva das Crianças de Bitterwood de Torval chegam ao Império para assumir posições de liderança no exército e na indústria.


Fonte: Elite Dangerous (Codex)


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